Mesmo com ações globais em alta, UBS ainda vê otimismo não precificado; confira as escolhas do banco

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SÃO PAULO – Com as Bolsas em alta ao redor do mundo em meio ao avanço da vacinação contra a Covid e as expectativas de uma retomada econômica, muitos investidores estão céticos de que há espaço adicional para novas altas das ações. Na avaliação do UBS, contudo, ainda há uma história positiva a ser contada.

“Embora as ações globais estejam agora 20% acima das máximas pré-pandemia, uma combinação de forte crescimento dos lucros e avaliações razoáveis em relação aos rendimentos de títulos do governo [americano] ainda baixos apontam para uma maior alta das ações”, escreve Mark Haefele, diretor de investimentos da UBS Global Wealth Management, em relatório divulgado nesta sexta-feira (21).

A avaliação, contudo, é que não será uma valorização distribuída igualmente entre todos os setores da Bolsa.

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Com isso, a recomendação aos clientes tem sido a de reduzir posições em companhias de tecnologia “mega caps” com mais de US$ 200 bilhões em valor de mercado, para focar em “small” e “mid caps” (pequenas e médias empresas), que podem oferecer mais oportunidades diante das recentes quedas e do cenário positivo para o longo prazo.

“Recomendamos a diversificação em companhias small e mid caps, incluindo aquelas envolvidas em temas como 5G, fintechs, healthtech [tecnologia ligada à saúde] e greentech [tecnologia ligada a práticas sustentáveis]”, escreve Haefele.

Volatilidade como aliada

Com o aumento das preocupações sobre a alta da inflação ao redor do mundo, principalmente nos Estados Unidos, podendo levar a juros mais altos no horizonte, muitos investidores têm preferido esperar para ter maior segurança para escolher novos ativos financeiros. A estratégia, contudo, pode sair cara, segundo o UBS.

Na avaliação de Haefele, os investidores devem usar os períodos de maior volatilidade para construir posições de longo prazo. O executivo cita, por exemplo, a possibilidade de o investidor programar um aporte mensal, acelerando as aplicações caso o mercado apresente maiores quedas.

Ouro e prata em baixa

Em outro relatório, também divulgado nesta sexta, o UBS assinala que o cenário de alta da inflação nos Estados Unidos, com retomada das economias e juros maiores nos EUA, deve levar a uma queda nos preços de metais preciosos, como ouro e prata.

O banco suíço projeta o ouro negociado a US$ 1,6 mil a onça troy (uma onça troy equivale a cerca de 31 gramas) ao fim do ano, o que implica queda de 14,7% em relação ao fechamento de quinta. Já para a prata, as projeções do UBS apontam para a moeda negociada a US$ 24 em dezembro de 2021, queda de 13,5%.

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