DNA de 175 anos de idade ajuda a identificar primeiro marinheiro de naufrágio de expedição ao Ártico

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Pesquisadores canadenses conseguiram identificar o primeiro dos marinheiros que faziam parte de um antigo naufrágio de uma das mais conhecidas expedições exploratórias enviadas ao Ártico em 1845.

O suboficial John Gregory, engenheiro a bordo da tripulação do HMS Erebus, comandado pelo explorador John Franklin, foi o primeiro dos tripulantes a ter um rosto reconstituído a partir de um DNA de 175 anos de idade.

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As amostras de material genético foram extraídas de restos de dentes e ossos recuperados em 2013 e analisados por cientistas das universidades de Lakehead, Trent e Waterloo, todas no Canadá.

Imagem mostra pesquisador Douglas Stenton, da universidade de Waterloo, no Canadá, escavando restos mortais de John Gregory.
Pesquisador Douglas Stenton escava os restos mortais de John Gregory, o primeiro marinheiro da tripulação a ser identificado. Crédito: Divulgação/Universidade de Waterloo

Para a identificação, os pesquisadores compararam as amostras de DNA dos restos mortais com a de um descendente direto de Gregory, Jonathan Gregory, que sempre suspeitou ser parente do explorador.

“Ter os restos mortais de John Gregory sendo o primeiro a ser identificado por meio de análise genética é um dia incrível para nossa família, assim como para todos os interessados ​​na malfadada expedição de Franklin”, afirmou Jonathan, que agora é oficialmente tataraneto de Gregory.

“Agora sabemos que John Gregory foi um dos três membros da expedição que morreram neste local específico, localizado em Erebus Bay, na costa sudoeste da Ilha King William”, afirmou Douglas Stenton, professor adjunto de antropologia em Waterloo e coautor do artigo que fala sobre a descoberta.

Mistério submerso

Há mais de 170 anos, 129 homens embarcavam nos navios HMS Erebus e HMS Terror, partindo em uma expedição ao Ártico cuja missão era descobrir se havia uma passagem que unia os oceanos Atlântico e Pacífico, o que seria um bom atalho para viagens realizadas na época.

Apesar de serem as mais promissoras e bem equipadas embarcações, a expedição não vingou e os navios ficaram presos no gelo do Ártico. Cerca de três anos após o início da jornada, em 1848, 105 sobreviventes tentaram fugir e abandonaram os navios, mas nenhum deles sobreviveu na terra inóspita.

Os naufrágios foram considerados um dos maiores mistérios, porque ninguém sabia ao certo o que aconteceu depois que eles partiram da Inglaterra rumo ao arquipélago canadense.

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Desde meados do século 19, restos mortais de membros da tripulação estão sendo recuperados e estão em busca de identificações, da mesma forma que Gregory. Os estudiosos já estão em posse de cerca de 26 amostras de diferentes indivíduos, mas ainda sem respostas sobre quem são.

“Somos extremamente gratos à família Gregory por compartilhar sua história conosco e por fornecer amostras de DNA em apoio à nossa pesquisa. Gostaríamos de encorajar outros descendentes de membros da expedição Franklin a entrar em contato com nossa equipe para ver se seus DNAs podem ser usados para identificar os outros 26 indivíduos”, afirmou Stenton.

No ano passado, arqueólogos subaquáticos conseguiram extrair mais de 350 artefatos do HMS Erebus como parte de uma das consideradas maiores e mais complexas recuperações arqueológicas subaquáticas da história do Canadá.

Via: Universidade de Waterloo





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