Top 10: As motos mais vendidas do Brasil (2021)

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O mercado de motocicletas cresceu 44,67% em relação a 2020 e 32,20% em julho, numa comparação com o mesmo período do ano passado. Com 629.937 unidades vendidas, o Brasil ainda se recupera da pandemia e de anos ruins.

A Honda, como sempre, é líder absoluta no país, com 75,52% de market share, sendo o único no mundo em um mercado de grande tamanho, como o nosso. Aqui, a marca se tornou sinônimo em motocicleta, dada a predileção do consumidor.

Não por acaso, entre as 10 motos mais vendidas do Brasil em 2021, sete são da Honda e três da Yamaha, sua eterna “rival”. Existem fatores para explicar esse resultado, mas basicamente motor 4 tempos e inação da rival, ajudaram a líder.

Assim, neste Top 10, conheça as 10 motos mais vendidas do país em 2021 e tente entender esse domínio:

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As motos mais vendidas do Brasil

No país há 50 anos, a Honda CG é representada hoje pela 160 em quatro versões e com alto volume de vendas: 170.314 unidades de janeiro a julho. Campeã de emplacamentos, essa moto é confortável e totalmente adaptada ao Brasil.

Com nacionalização de quase 100%, a CG é vendida nas versões Titan, Fan, Start e Cargo, partindo de R$ 10.520. A primeira é o modelo mais “premium” com acabamento melhor, assim como cores exclusivas e visual mais sofisticado.

A CG Fan é um pouco mais simples, mas ainda é focada em uma proposta mais esportiva, tendo inclusive rodas de liga leve e disco de frente dianteiro. No caso da Start, a proposta é ser simples ao extremo, com rodas raiadas.

Ela também tem tambor. Por fim, a Cargo é feita para moto-fretista, mantendo a opção desde os anos 80. A CG 160 vem com motor OHC 4 tempos de 14,9 cavalos na gasolina e 15,1 cavalos no etanol, com até 1,54 kgfm de torque.

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A cub da Honda está no mercado desde 1998 e já passou por várias gerações, chegando à atual com 85.720 exemplares em 2021. Tendo substituído a Dream 100, ela teve versões com 100, 110 e 125 cm³. Atualmente é vendida com 110 e 125 cm³.

Prática e versátil para o uso urbano, ela é um misto de scooter e moto, sendo bem reverência por motociclistas brasileiros, especialmente o público feminino, sendo uma motocicleta com quatro marchas e embreagem semiautomática.

Partindo de R$ 8.900, a Biz chama atenção para seu baú porta-capacete, assim como posição de pilotagem confortável. Na Biz 110i, o motor tem 8,33 cavalos, enquanto a 125 tem 9,2 cavalos. Flex, ambas tem tanque de 5,1 litros.

Isso parece pequeno para elas, mas é mais que suficiente para a proposta, dado o baixíssimo consumo de combustível, outra vantagem de se comprar uma Biz. Com garantia de 3 anos e 7 revisões grátis, nada de tirar cabo de velocímetro…

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A Bros 160 é uma aventureira urbana bem acessível e que parte de R$ 14.600, compartilhando com a CG 160, o motor monocilíndrico de 4 tempos OHC de 162,7 cm³, mas com 14,5 cavalos na gasolina e 14,7 kgfm no etanol.

Tendo câmbio de cinco marchas, a Bros 160 tem suspensão elevada com monoamortecimento na traseira, além de dois discos de freios com sistema CBS, que cominada a frenagem de ambos (30%/70%) como todas as motos até 300 cm³.

Com visual descolado, banco amplo para duas pessoas e cores chamativas, a Honda NXR 160 Bros tem ainda painel digital completo e partida elétrica, além de proporcionar bom conforto nos mais variados pisos e terrenos, graças ao conjunto.

Esta pequena trail tem ótima ciclística, assim fácil de pilotar, gerando muito conforto e equilíbrio em terrenos difíceis, oferecendo ainda bons ângulos de suspensão e cursos elevados, evitando bater no fim do curso.

Para um misto de cidade e rural, a Bros 160 atende muito bem, mesmo que o asfalto seja mais frequente, evitando assim as lombadas, bem como buracos e outros defeitos que poderiam danificar um moto street, por exemplo.

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Ela não é e nunca foi bonita. A aparência jamais lhe trouxe benefício, porém, a Honda Pop é a quarta moto mais vendida do país, preferida em 2021 por 55.923 pessoas. Mas, por quê? O preço é o principal fator, já que custa R$ 7.330.

Mais barata da Honda, ela é o pé-de-boi da marca japonesa, mas tem a vantagem de ser econômica e discreta, tendo espaço para dois e um tanque muito pequeno (4,2 litros), mas suficiente para suas pretensões puramente urbanas.

Derivada da Biz, ao contrário desta, a Pop tem embreagem manual em seu câmbio de quatro marchas. Com rodas raiadas, freios a tambor e acabamento sem faixas decorativas, a moto da Honda é tão simples que ainda tem pedal de partida…

Mesmo assim, seu motor OHC 4 tempos de 109,1 cm³ e 7,9 cavalos, tem injeção eletrônica PGM-FI, mas abastecido apenas com gasolina. O painel, por exemplo, só tem velocímetro e hodômetro total, mas tem luz de reserva.

5) Honda CB 250 Twister

Da simplicidade extrema da Pop, passamos ao desempenho e visual da Twister, que vendeu 21.462 este ano. Ela foi a primeira naked 250 da Honda e tem uma legião de fãs pelo Brasil. Trocada pela CB 300, voltou totalmente renovada.

Usando um motor monocilíndrico 4 tempos e refrigerado a ar, a CB Twister tem até 22,6 cavalos e 2,28 kgfm, ambos com etanol, tendo algo que faltavam à CB 300 originalmente, um câmbio de seis velocidades. Com ele, a naked é bem ágil.

Com cores chamativas, a Twister tem uma posição de pilotagem esportiva e linhas agressivas, especialmente nas carenagens laterais. Tendo piscas e lanterna em LED, a Honda CB 250 é de todo um modelo simplificado, apesar disso.

Tem opção de freios ABS, onde custa R$ 17.020, mas com CBS sai por R$ 16.110. Dona de uma boa ciclística e visual, poderia ter farol de LED. Ainda assim, tem belas rodas de liga leve e discos de freios grandes, ventilados.

Com suspensão traseira monoamortecida e a dianteira com bom curso do garfo, assim como cáster adequado, a CB Twister é a passagem obrigatória para quem quer algo melhor que o desempenho da street Honda CG 160 ou similar.

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Se você conhece a Twister, então sabe qual sua rival. Esta é a Fazer 250, que mantém o eterno embate das naked de entrada. Atualmente ela é chamada Fazer FZ25 e já vem com freios dotados do sistema antitravamento ABS.

Renovada recentemente, a Fazer 250 é bem mais agressiva que a Twister e exibe isso com seu perfil totalmente esportivo, tendo banco em dois níveis, rabeta mais alta, escapamento curto e disco dianteiro bem maior que o da concorrente.

Dotada de farol de LED com luzes diurnas em LED, assim como lanterna e piscas, a FZ25 tem uma proposta mais radical e isso conquistou 18.596 pessoas até julho, em 2021. Contudo, por isso, seu preço é maior: R$ 18.990.

Dotada de painel blackout e ciclística com perfil mais esportivo, a naked da Yamaha tem motor mais fraco que a Twister, com até 21,5 cavalos e 2,1 kgfm. Flex e com injeção eletrônica, ela peca por ter câmbio de cinco marchas.

7) Yamaha Crosser 150 Z

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Com a Fazer, a Yamaha emplaca bem também a Crosser 150 Z, a pequena trail rival da Bros 160. Assim como a irmã, ela também tem freios ABS de série, sendo essa uma vantagem importante em relação à concorrente da Honda.

Tendo para-lama integrado, a Crosser tem dois padrões estéticos, com o Dakar Areia o mais chamativo. Diferente da Fazer, a distância de preço para sua principal rival é de apenas R$ 390, já que custa R$ 14.990.

Isso certamente atraiu os 18.125 interessados que fecharam negócio em 2021, mas não apenas. O visual descolado é outro chamariz, assim como sua ciclística voltada para o fora de estrada, bem confortável também na cidade.

Com suspensão traseira dotada de mola única, garfo longo na frente e discos nas duas rodas, a Crosser 150 Z tem um bom motor monocilíndrico 4 tempos de até 12,4 cavalos e 1,3 kgfm no etanol, tendo câmbio de cinco marchas.

É aí que, assim como na Fazer, ela peca por oferecer menos potência e torque que a rival, dando em contra um visual mais descolado e freios mais eficientes. Na dúvida, o melhor é um test ride nessas duas trails pequenas para se decidir.

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Essa é outra moto que a Fenabrave, fonte dos números de vendas do setor, erroneamente ainda nomeia com a designação antiga. Ela não é mais YBR, mas Factor 150 UBS, ou seja, com freios combinados, obrigatórios por lei.

Tendo vendido 17.670 unidades até julho, ela é o terceiro elemento da Yamaha no Top 10 do mercado. Street simples, a Factor fica abaixo da Fazer 150 e equivale a Honda CG Fan, chamando atenção pelo acabamento preto fosco nas laterais.

Além disso, tem um bom tanque para sua relação de marchas conhecida por ser mais longa que a da Honda. Prática e funcional, ela parte de R$ 11.990. Tem rodas de liga leve, freio a disco ventilado na roda dianteira e tambor na traseira.

Com balança de duplo amortecimento, a Factor 150 UBS tem banco em dois níveis, escape fosco, painel digital e para-lama traseiro destacado. Seu motor é o mesmo da Crosser, com até 12,4 cavalos e 1,3 kgfm, além de cinco marchas.

Top 10: As motos mais vendidas do Brasil (2021)

Ela tem preço de aventureira mais radical, mas tem cara da cidade, onde é bem mais fácil encontrá-la. A trail média da Honda é a XRE 300, que parte de R$ 20.390 e possui três versões: XRE 300 ABS, XRE 300 Adventure e XRE 300 Rally.

As duas últimas custam R$ 500 a mais. Como ela própria indica, tem freios com ABS e visualmente só diferem nas cores e grafismos. Essa aventureira da Honda é bem popular, tendo vendido 15.904 unidades de janeiro e julho no Brasil.

Com suspensão tem bons cursos na bengala e no braço monochoque traseiro, a XRE 300 é a escada certa para quem saiu da XRE 190, intermediária entre ela e a NXR 160 Bros. Herdando o motor da CB 300, ela tem um bom desempenho.

Seu propulsor de 291,6 cm³ é um DOHC refrigerador a ar com injeção, entregando até 25,6 cavalos e 2,80 kgfm no etanol. Além da performance, vem ainda com farol full LED, lanterna e piscas em LED, bem como painel digital.

Top 10: As motos mais vendidas do Brasil (2021)

Pouco abaixo da XRE 300 em volume de vendas, a PCX é outra Honda que faz a diferença no Top 10 e com 15.850 unidades vendidas em 2021. A scooter da Honda é um produto moderno e que atrai não só pelo visual.

Com farol de LED, assim como luzes diurnas e lanternas em LED, a PCX tem um design futurista até e tem belas rodas de liga leve aro 14 polegadas, além de discos nas duas rodas e quatro versões: CBS, ABS, Sport e DLX. Ela parte de R$ 13.510.

Equipada com motor OHC 4 tempos de 149,3 cm³, a PCX tem injeção a gasolina e vem com 13,2 cavalos, mais 13,8 kgfm. Refrigerada a água, traz ainda um câmbio CVT, além do sistema ISS, que é o start-stop do motor, reduzindo o consumo.

A Honda PCX tem ainda chave presencial nas versões Sport e DLX, permitindo ligar a moto, além de destravar baú e tanque. Com painel digital, a scooter vem também com USB para carregamento de smartphone e fonte 12V adicional.

Com visual elegante na DLX, a Honda PCX se fixou como a scooter mais vendida do Brasil e não por acaso, dado que reúne atributos para tornar a viagem na cidade mais confortável e econômica.

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